Quando eu era criança, lembro-me de ser mto perceptiva. Eu tinha um lado espirituoso incomum, e eu sabia q eu era diferente.
Eu cresci tendo uma saúde bem abalada, mas eu sempre cria no algo mais. Minha mãe sempre contribuiu para minha formação religiosa, então a fé que me impulsionava e me levava adiante era chamada de Deus, Jesus, Senhor.
Quando eu era criança, bem criança, sentia vazios existenciais. Sofria em excesso. Pra chamar atenção de minha mãe eu buscava na Igreja uma aplicação daquilo que meu coração já encontrara em segredo.
Depois, sozinha, percorri sem interesses de agrado, os caminhos da redenção que eu buscava.
Na adolescencia, embora bem religiosa, eu era consumida por crises típicas da adolescência. Se alguém me perguntasse se eu queria voltar no tempo, responderia sem titubear: Jamais. Já é complicado demais ser adolescente, e ser uma adolescente incomum era doloroso demais.
A insatisfação nunca me deixava em paz. E essa inquietação me fez parar nas comunidades religiosas, para preenchimento dos meus vazios, pra ter controle dos meus dons e também para o conhecimento de mim mesma. “Quanto mais vejo Seu rosto, mais e mais conheço o meu.” Se uma religião ou fé não levar o ser humano a um reconhecimento de si mesmo, sinceramente, ela de nada serve.
Já na juventude, nas Comunidades que frequentei, eu possuía momentos de paz perfeita. Sim, àquela que o mundo aqui fora jamais me daria. Mas ainda assim, eu não estava completa.
Eu aprendi tanto na vida religiosa, tanto, tanto… Devo tanto a todas experiências espirituais, devo tanto ao Senhor Jesus Cristo, salvador da minha vida… E não conseguia entender o porquê que mesmo vivendo protegida pelo elo cristão, eu ainda não me dava por satisfeita…
Na verdade, eu me forçava a entrar numa forma que não era a minha. Eu talvez queria ter a vida e o chamado dos meus irmãos. Eu sabia, teoricamente, que todo chamado, toda vocação era ímpar, não havia mais, nem menos. Mas na prática, talvez me faltasse docilidade… O dócil entendimento que meu caminho era para o mesmo Cristo, em outras trilhas. Digamos, uma trilha mais humana.
O engraçado, gente, é que passei a vida toda angustiada, querendo largar trabalho,faculdade, casa, pais, irmãos, amigos para me dedicar à Comunidade quando na verdade, Deus me lança numa contra-proposta: buscar satisfação/realização numa vida laica, comum. Essa empreitada, para muitos, seria algo bem fácil. Mas pra mim não foi, não é.
Sem desmerecer a dificuldade que se tem em viver em Comunidade, estar aqui não é tão simples (embora eu esteja feliz). Qualquer pessoa olhando pra minha vida veria uma mulher realizada: trabalho digno, estabilizada profissionalmente, família linda, construo um relacionamento mais cúmplice a cada dia, tenho amigos maravilhosos, e tenho mta vontade de crescer.
Mas, assim como na época das Comunidades, NÃO SE PODE TER TUDO… a questão nunca será religisosa, sempre haverá o que mudar, sempre haverá insatisfações, rotas desconhecidas, caminhos a serem mudados.
Eu entendi, aqui dentro, que eu não posso mudar fora qdo o que está dentro está em desequilíbrio. O problema nunca foi ou será o lugar onde eu estou. O problema sempre será o que sou e o que pretendo ser. Desenformar-se.
A paz repousa na aceitação. Nunca me esqueci disso: Aceitar o que sou e o que tenho para pautar o futuro que eu desejo. Ter foco. Nunca terei tudo.. mas quem disse que é preciso ter tudo? Me basta a disposição e a coragem!
E assim, a gente recria alternativas. Realiza redenções.
Eu desejo coragem, redenção e mta disposição pra vcs. Prometo tentativas inacabáveis de conseguir o mesmo. A vida é assim, uma roda… a gente vai sempre passar pelos mesmos anseios em épocas diferentes… O que vai mudar a direção será sempre o que realmente queremos aqui dentro…
O que eu quero de verdade? A vida, o amor, a realização. Cada dia mais.
Não preciso de tudo, eu realmente não sei que tipo de ser humano eu seria tendo tudo…rs
Amo vcs. Sinto saudades.
Shalom!
Kau
P.S.1: Eu qria escrever há tempos, mas não criei coragem pra isso. Passaram-se tantos problemas, tantos sentimentos nesses tempos, que eu precisei entrar na calmaria da necessidade… rsrs..necessidade ‘do que’ eu realmente precisava falar. rsrs
P.S.2: Eu ainda vou falar do que tem me incomodado mto esses últimos tempos: preconceito, principalmente pelo baiano, nordestino. Mas pra isso preciso me acalmar mais um pouco, senão posso cometer a burrice de me igualar em preconceito sulista.

1º) QUE SAUDADE D,OCÊ!!
2º) Realmente considero esse “turbilhão” de emoções necessários para o nosso crescimento, e sei que mais uma vez, saberá fazer as esolhas certas!
3º) Te desejo paz, calmaria, e muuuuito amor!
Beijos com carinho e saudade de quem te admira muito! Kel
Ps.: E quanto ao preconceito, ahh, esse existe, e eu tb tô sentindo na pele essa emoção!!rss
Comentário por Raquel — agosto 29, 2011 @ 09:37 |
Oh menina sumida!
Vê se aparece, ok?
Bom saber que vc me acompanha ao menos virtualmente né? rsrs
TO na busca, pode crer… ô labuta boa é essa vida!
Rs Bjo no coração!
Comentário por kaless66 — agosto 29, 2011 @ 14:11 |
Disposição e coragem…. Isso vc tem de sobra amiga!!!
Muitas, muitas e muitas saudades!!
bjbjbjbj
Comentário por Shirley — agosto 29, 2011 @ 09:40 |
Eitcha priminha linda!
Me diga, vai ter festa no niver???
Eu to de olho! Sei que tá chegando a hora! rsrs
Felicidades pra vc, meu amor.
Saudades.
Comentário por kaless66 — agosto 29, 2011 @ 14:15 |
Nega, ou branquinha? rs
Bom ter notícias suas!
Eu estou na fase do “não se pode ter controle de tudo”. Sempre fui controladora, mas sempre tem a hora de perder o controle… E para não perder meu controle emocional, estou deixando a maré me levar um pouco, mas só um pouco, né? rs
Paz para você, um cheiro!
Comentário por Tâmara — agosto 29, 2011 @ 09:56 |
Tammm Tammmm, rsrs
Vc também é controladora??? Aff, achava que eu já sabia quem fazia parte desse time aki, rsrs, vou colocar seu nome aqui na minha equipe. rsrs
Nossa.. eu tb sou, mas Deus me dá cada saculejo, menina! Mas a anta aki parece que sempre tem de aprender a se descarrar daquilo que nunca terá…
Dificil, mas creia, é possível.
Exercício de cada dia pra mim.
Não se pode ter tudo… nem mesmo o controle! rs
Saudades!
Comentário por kaless66 — agosto 29, 2011 @ 14:19 |